Conversando sobre TDAH - Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade - Ciclos - Espaço Terapêutico
Conversando sobre TDAH - Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade

O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade é um quadro que traz muitos pais ao consultório em busca de orientação e diagnóstico.  Torna-se necessário diferenciar da fase de desenvolvimento de limites e regras (fase de 1 a 5 anos de idade), pois não podemos dizer ser deficitário algo que está em desenvolvimento.  Portanto, a primeira orientação é aos pais:  levantamos características do ambiente, forma da linguagem da família quanto a limites, construção de regras e combinados.  Traçadas algumas estratégias, espaçamos encontros para monitorar a resposta da criança a estas ações.  Cerca de 80% dos casos se resolvem com estas orientações, ou com posterior vinda da criança para ludoterapia. Nos 20% restantes de casos, conforme configuração do quadro, passamos a critérios e parâmetros que levam a encaminhamento a outros profissionais para apurar outras dificuldades e buscar outras medidas terapêuticas. 

A Avaliação Neuropsicológica é um primeiro momento para diferenciarmos o quadro de déficit de atenção de outros distúrbios do desenvolvimento ou aprendizagem.  Após confirmação nos testes aplicados encaminhamos para diagnóstico médico.

Falta de limites não é hiperatividade.  Desatenção não é relapso ou preguiça da criança.  Muito importante, a tempo, diferenciar as intensidades e necessidades de intervenção no desenvolvimento infantil.  Consulte nossa equipe.

Boa leitura!

Daniela Favaro

 

Conversando sobre TDAH - Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade

Autora: Rafaela Rimério

 

O que é / fatores de risco para o desenvolvimento

 

O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é um transtorno do neurodesenvolvimento, caracterizado por um padrã’o persistente de desatenção e/ou hiperatividade e impulsividade, trazendo prejuízos que interferem no funcionamento e no desenvolvimento da pessoa. No Brasil a prevalência de TDAH é de 3,6 a 5% da população escolar, há o predomínio da desatenção encontrado em 25% das crianças.

Os fatores de risco podem ser: hereditários (genética) e ambientais (ambiente caótico, desorganizado, sem rotinas, ritmos e hábitos; relações afetivas hostis e agressivas ou excesso de permissividade).

 

 Como identificar: Desatenção (sintomas)

> Não presta atenção a detalhes e ao que lhe é dito;

> Falta de persistência e foco: tarefas complexas se tornam entediantes e ficam esquecidas;

> Tem dificuldade para concentrar-se e distrai-se facilmente com coisas alheias ao que está fazendo;

> Tem dificuldade em seguir regras e instruções: não termina o que começa;

> Desorganização:  dificuldade em fazer planejamento de curto ou de longo prazo;

> Evita atividades que exijam um esforço mental continuado;

> Perde coisas importantes; esquece compromissos e tarefas;

> Problemas financeiros

 

Hiperatividade/ impulsividade (sintomas)

 

> Ficar remexendo as mãos e/ou os pés quando sentado;

> Não permanecer sentado por muito tempo;

> Pular, correr excessivamente em situações inadequadas;

> Sensação interna de inquietude;

> Ser barulhento em atividades lúdicas;

> Ser muito agitado;

> Falar em demasia e sem pensar no que vai dizer;

> Responder às perguntas antes de concluídas;

> Ter dificuldade de esperar sua vez;

> Intrometer-se em conversas ou jogos dos outros

 

 Diagnóstico:

 

     O Diagnóstico é essencialmente clínico e é preciso seguir os critérios do DSM -V e CID-10, se faz necessária uma anamnese detalhada somada à observação direta e clínica do paciente. Os dados para compor as entrevistas, questionários e escalas são obtidos por várias fontes como pais, escola, paciente e cônjuge.

     A avaliação é multidisciplinar, realizada por médicos (psiquiatra e/ou neurologista), psicopedagogo, neuropsicólogo e fonoaudiólogo.    

  Tratamento:

O tratamento é multidisciplinar envolvendo terapias, medicação, orientação para a família e para a escola a fim do paciente superar suas dificuldades e desenvolver suas habilidades. O principal objetivo do tratamento é fazer com que o paciente tenha conscientização dos sintomas e saiba como lidar com o TDAH, ajudando assim a controlar impulsos, lidar com as dificuldades, organizar a rotina do indivíduo/família. A medicação também é indicada como forma de tratamento, a mais comum é o uso de metilfenidato (Ritalina, Concerta) prescritos pelo médico que acompanha o caso.

 

 Orientações para família A orientação aos pais tem como objetivo facilitar a convivência familiar e criar regras e rotinas para assim ajudar no manejo dos comportamentos ligados ao TDAH:

                          

>  Busque ajuda profissional

>  Estabeleça relação de cooperação entre pais, profissionais e escola

>  Incentive e favoreça o início, desenvolvimento e finalização de tarefas

>  Incentive seu filho a assumir funções na rotina da família

>  Organize regras de relacionamento com seu filho, que possibilitem uma comunicação mais eficaz.

> Busque a autonomia: exercitando a reflexão

> Acolha, seja empático e converse com seu filho

> Estabeleça rotina diária para a realização da tarefa, combine regras e tempo das atividades, horário de estudo

> Faça quadro de informações importantes no local em que a tarefa será realizada. Faça lembretes e cole em um local visível.

> Promova o interesse pelo estudo e vivência do processo de aprendizagem

> Torne mais físicos o pensar e a resolução de problemas. Utilize cartões, desenhos, de forma que ele possa manipular as informações, organizá-las em pedaços, movê-las no processo de resolução de um problema.

>  Relembre com seu filho as regras em que ele geralmente tem problemas

> Faça combinados     

Orientação para a escola Levando em consideração que a escola éa principalfonte de aprendizagem de uma pessoa, é de extrema importância que os professores entendam e criem estratégias para que as crianças com TDAH possam desenvolver suas potencialidades dentro da sala de aula para que assim, o processo de aprendizagem seja realmente efetivo. Algumas estratégias:

> Receber e acolher o aluno

> Organizar o espaço – Monitorando o Processo

> Estabelecer contato visual (possibilitará sustentação da atenção)

> Fazer uma programação diária. Colocando-a no quadro.

> A repetição é um forte aliado.

> Estimular técnicas que auxiliem a memorização. Use listas, rimas, músicas, etc.

> Intervalos entre as tarefas (aumentar o tempo da atenção concentrada e redução da impulsividade).

>  Incentivos e recompensas dão bons resultados.

> Combinar saídas de sala estratégicas e assegurar o retorno

 

Nas tarefas e provas as instruções devem ser simples:

> Destaque palavras-chaves fazendo uso de cores, sublinhado ou negrito.

> Evite atividades longas, subdividindo-as em tarefas

> Mescle tarefas com maior grau de exigência com as de menor.

> Estimule a prática de fazer resumos. Isto facilita a estruturação dasideias e fixação do conteúdo.

> Estenda o tempo para a execução de tarefas e provas.

> A agenda, ou caderno de anotações pode contribuir na organização do aluno e na comunicação entre escola e família.

 

  

Referencial Teórico:

 

Manual Diagnóstico e estatístico de transtornos mentais – DSM IV. 2014

 

Mentes Inquietas - TDAH: Desatenção, Hiperatividade e Impulsividade. Ana Beatriz Barbosa Silva. 2009

 

 

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