Autoconhecimento: Tipologia de Personalidade de Jung - Ciclos - Espaço Terapêutico
Autoconhecimento: Tipologia de Personalidade de Jung

Na Orientação Profissional, utilizamos vários modelos teóricos para ajudar no autoconhecimento.

TODO AUTOCONHECIMENTO É UM TESTE? - Não. Testes psicológicos são instrumentos que passam por uma validação estatística e seu resultado não prevê a interação com o indivíduo que realizou o teste. É aplicado um instrumento e produzido um “resultado”.

Em Orientação Profissional, temos vários modelos teóricos em formatos de questionários que o orientando pode refazer em vários momentos de sua vida e compreender as características daquela teoria.

A função de ferramentas de autoconhecimento deste tipo é justamente que o orientando se identifique com as características que sejam mais evidentes ao responder a estes questionários. Não se trata de um resultado, mas sim de parâmetros e critérios que o auxiliem em sua auto imagem e correlação com características encontradas nas profissões pesquisadas.

Uma tipologia de personalidade de fácil compreensão e aceitação entre 93 e 97% em nossa experiência com OP é o Modelo Myers-Briggs baseado naTipologia de Personalidade de Carl Jung.

A teoria de Carl Jung sobre a tipologia de personalidade envolve as atitudes Introvertida e Extrovertida e as funções Sensorial/Intuitivo e Racional/Emocional. As pesquisadoras Katharina Briggs e Isabel Myers passaram a utilizar a tipologia de personalidade de Jung para orientação profissional e adicionaram mais uma dupla de funções ligadas à estruturação ou forma de trabalho: analítico-julgador / perspicaz-perceptivo.

No Indicador tipológico de Myers-Briggs, é gerado um perfil com quatro elementos predominantes em uma chave a partir de questionários de simples aplicação. Não configura um teste psicológico, pois não parte de bases psicométricas e determinantes que os formatos de testes exigem, nem tampouco rigorosa tabulação de resultados.

A Tipologia de Myers-Briggs, do mesmo modo que a Tipologia de Personalidade de Jung, tem como propósito tão somente que a pessoa acesse perfis de autoconhecimento, podendo obter resultados diferentes a cada aplicação. Por este motivo a comparamos a fotografias que podem ser tiradas em períodos distintos, sendo possível a preservação de algumas características e mudanças de outras.

Na Tipologia de Myers-Briggs os 16 perfis finais são resultado da combinação entre:

  Introvertido I Extrovertido E
JUNG Sensorial S Intuitivo N
  Razão (Pensamento) T Emoção (Sentimento) F
MYERS-BRIGGS Analítico-Julgador J Perspicaz-Perceptivo P

Descrição das características de cada Tipo:

Atitude frente ao mundo externo: EXTROVERTIDO (E) X INTROVERTIDO (I)

A primeira dupla de características descreve como lidamos com situações novas e interação social – se escolhemos interagir imediatamente ou observar muito e depois (apenas se tivermos vontade), interagirmos. Na verdade, é mais do que isso. Os extrovertidos precisam experimentar o mundo para entendê-lo, recarregar as baterias por meio dos outros. Ao deparar-se com uma novidade, sua pergunta é: “Como eu posso mexer com essa situação?” Já os introvertidos preferem entender o mundo sozinhos. Frente a uma nova situação, sua pergunta é: “Como isso vai mexer comigo?”

Importante: na descrição de Jung o termo INTROVERTIDO não é equivalente a tímido ou com dificuldades sociais. Diz respeito a um modo de funcionamento que primeiro observa o entorno para depois interagir (se fizer sentido). Geralmente os INTROVERTIDOS são os “falsos tímidos”: em situações muito novas parecem distantes e fechados; porém, quando mais ambientados não raramente assumem a liderança da comunicação ou ficam em evidência. Tudo o que faz sentido para ele, consegue realizar – sua lógica interna comprova os fatos, não o contrário. Os EXTROVERTIDOS guiam-se pelo o que acham ser o senso comum e o correto para a situação. Esta é a diferença básica entre estas duas funções de personalidade.

Modo de captar e registrar as informações: SENSORIAL (S) X INTUITIVO (N)

A segunda dupla diz respeito à tendência e estilo de captação ou utilização das informações.

Os Sensoriais concentram-se no que pode ser visto, ouvido, cheirado, sentido com o tato ou com o paladar. Eles acreditam apenas no que pode ser documentado ou mensurado, que lhes pareça concreto. Olham uma situação e querem descobrir o que está acontecendo exatamente. Demonstram maior facilidade para exercer funções que exijam rotina, protocolos normativos ou técnicos, pois costumam trabalhar com foco em resultados e funcionalidade.

Os intuitivos usam também seus cinco sentidos, mas estão interessados em interpretações, relações, análises e possibilidades. Valorizam metáforas e compreendem com facilidade os significados simbólicos. Em geral preferem atividades que lhes permitam a liberdade de criar teorias e formas de solucionar as situações necessárias. Não apreciam o excesso de rotinas ou protocolos preestabelecidos. As diferenças entre esta dupla de funções se aplicam em diversas profissões – portanto torna-se um elemento importante a se levar em consideração na hora da pesquisa sobre atividades e funções exercidas.

Modo de julgamento: RACIONAL (T) X EMOTIVO (F)

Esses dois tipos definem a maneira pela qual as pessoas tomam decisões e como chegam a uma conclusão sobre um assunto ou situação. Os racionais preferem tomar resoluções baseados na lógica. Tentam ser objetivos, analisam todas as evidências antes de chegar a um resultado e apostam na solução imparcial e correta a partir dos fatos. Já os emotivos decidem tendo em mente o que acham que é certo, procurando compreender as circunstâncias que levaram uma pessoa a tomar determinada atitude. Eles mantêm uma empatia com as partes envolvidas e querem que todos fiquem felizes com o resultado, sendo essencialmente conciliadores. Apostam na solução de conflitos e do julgam ser correto para a situação e para o bem de todos.

ANALÍTICO ou JULGADOR (J) X PERCEPTIVO ou PERSPICAZ (P)

No indicador tipológico de Myers-Briggs encontramos a quarta dupla que refere-se ao modo como preferimos levar a vida: de modo mais estruturado ou mais espontâneo. Os analíticos-julgadores apresentam tendência para a ordem, gostam de tomar decisões e ocupar cargos de responsabilidade. Levam prazos a sério e gostam de atividades onde saibam o que deve ser feito, como deve ser feito e para quando. Os perspicazes estão sempre abertos a novas propostas, sendo mais improvisadores e muitas vezes com dificuldades para adaptarem-se a rotinas. Preferem entender a vida aproveitando os detalhes a cada momento ao invés de tentar prever e organizar todos os detalhes. Confiam em sua capacidade criativa e de improvisação quando necessário.

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