Depressão pós parto: mitos e verdades - Ciclos - Espaço Terapêutico
Depressão pós parto: mitos e verdades

Neste texto, a psicóloga Natália Delmonde acerta na medida de informações, atenções e cuidados quanto ao delicado processo físico e emocional da chegada de um bebê: A depressão pós parto. Muitas pessoas se enganam ao acreditar que são propensas a este quadro apenas pessoas que apresentaram depressão em algum momento de suas vidas. A Depressão pós parto pode ser um estado clínico bem específico e transitório neste momento de tantas mudanças na vida das mães. Este texto soma-se à nossa galeria de acolhimento para uma maternagem e maternidade conscientes.

Boa Leitura!
Daniela Favaro

DEPRESSÃO PÓS PARTO: MITOS E VERDADES

Engana-se quem acha que a depressão pós-parto só acontece com mulheres que tiveram depressão anteriormente.

De 10% a 15% das mulheres desenvolvem Depressão no Puerpério, sendo o período de maior incidência, os primeiros dias de contato entre mãe e filho, mas esses números são confusos quando se tenta estabelecer diferenças entre Tristeza Materna (Babys Blues), Depressão Pós-Parto e outros tipos de transtornos.

A Tristeza Materna ou Babys Blues atinge cerca de 2/3 das mães recém-paridas, desenvolve até 10 dias após o parto e as principais características: irritabilidade, labilidade de humor, choro fácil e indisposição. Os números são altos das mulheres que passam por este momento, por que no início do pós-parto ocorrem mais mudanças emocionais do que durante toda a gestação, além da alteração bioquímica corporal. Todas as mulheres, nesse período também estão em um momento de transição entre o bebê idealizado e o bebê real, a exterogestação que ocorre em torno dos três primeiros meses de vida do bebê, envolvem muitos cuidados e adaptações que mexem com a rotina e identidade dessa mãe.

Estas questões surgem devido ao impacto biológico de sobrevivência do bebê e à fusão emocional da díade mãe-bebê, que pode estar relacionado a:

» #1- Angústias e culpas;

» #2- Medo de não dar conta dos cuidados de um ser totalmente dependente;

» #3- Ou medo de que algo aconteça com a mãe – doença, acidente ou morte -, impossibilitando o cuidado.

QUAL A DIFERENÇA DESSA SITUAÇÃO PARA UMA DEPRESSÃO DE FATO?

A diferença está na intensidade e duração dos sintomas, e quando isso acontece deve se dar a atenção devida, procurando ajuda especializada do Ginecologista, Psiquiatra e Psicólogo – priorizando o bem-estar da mãe e do bebê.

Especial atenção ao fato de que mulheres que nunca tiveram depressão podem desenvolver neste momento o que chamamos de Estado Depressivo, que compreende a intensificação dos sintomas anteriormente citados, e também existe uma quebra muito grande em relação ao que se espera do bebê, de si própria como mãe e ao tipo de vida que se estabelece com a presença do filho. (Leia também o texto sobre Acompanhamento Psicológico no Processo de Maternagem).

FATORES QUE PODEM CAUSAR ESTE QUADRO

A rotina de cuidados necessários ao bebê geram cansaço e desgaste que se somam ao quadro físico exigido da parturiente. Dentro da realidade de cada mãe e bebê, torna-se importante a configuração de uma REDE DE APOIO, que além do pai da criança também pode ser composto por pessoas/mulheres próximas a essa mulher que podem ajudá-la com as angústias inicias, com as inseguranças e com os medos frequentes. A cuidadora desse recém-nascido, também precisa ser cuidada e observada com carinho, para que se estabeleça esta forte e sensível ligação entre mãe-bebê. Há mulheres que precisam de privacidade para construir sua linguagem quanto ao tipo de choro, cuidados e rotinas. Há mulheres que necessitam da presença de pessoas que a apoiem nesta fase de adaptação.

Para ajudar na medida adequada, é muito importante que a parturiente tenha abertura tanto para pedir o apoio, quanto a necessidade de privacidade.

Atenção personalizada a cada mãe, que pode apresentar necessidades diferentes na chegada de cada filho. Este é o fator mais importante de cuidado.

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